[Energia solar: fonte renovável é possível em condomínios ]

A energia solar bateu recorde em 2021 no Brasil.

Durante o ano, foram gerados mais de 3,5 GW de potência instalada em residências, fachadas e pequenos terrenos, segundo dados da  Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), ultrapassando os 2,68 GW de 2020.

Fonte alternativa, renovável e sustentável, a energia solar vem ganhando espaço no país não só em grandes escalas, mas também em residências, condomínios e pequenos negócios que buscam uma fonte de energia limpa.

Censo QuintoAndar, realizado pelo QuintoAndar em parceria com a Datafolha, mostrou que 74% das pessoas gostariam de ter um painel solar em seu apartamento. O item ficou em primeiro lugar, ganhando até mesmo de espaços de lazer, como academia (2º) e piscina (4º). Os painéis fotovoltaicos também foram o item mais cobiçados de quem reside em casas, com 73% ganhou também das cisternas (2º).

O ano de 2022 parece ser ideal para quem quer começar a gerar a sua própria energia, já que no dia 7 de janeiro, o Governo Federal publicou a lei que estabelece o Marco Legal de Energia (Lei n°14.300/2022), feito para regular micro e minigeradores da GD (geração distribuída) de energia no Brasil.

Com a Lei, quem realizar a instalação de energia solar até 6 de janeiro de 2023 será isento de encargos até o ano de 2045. Todos que já têm implementado o sistema também não sofrerão alterações. Ou seja, a corrida pela fonte de energia sustentável pode se acirrar ainda mais.  

Painéis fotovoltaicos em condomínios

Para a instalação da energia solar em condomínios, primeiro é necessária a aprovação em assembleia pela maioria simples dos condôminos presentes, já que é benfeitoria considerada necessária de acordo com o Código Civil Brasileiro em seu artigo 1.341. Feito isso, é hora de verificar os espaços necessários para implementação.

Em condomínios de prédios, geralmente, o melhor local para a instalação das placas são as coberturas ou lajes, já que costumam ter maior incidência de raios solares. Porém, com projetos elaborados por profissionais e pessoas especializadas há inúmeras possibilidades, incluindo fachadas e áreas comuns. Já quando uma unidade quer gerar sua própria energia, é possível fazer a captação da própria varanda ou quintal. Para condomínios de casas, os espaços disponíveis costumam ser maiores, mas ainda assim, na grande maioria dos casos os telhados e lajes são boas opções.

A energia solar captada em condomínios pode ser distribuída de dois modos: para as áreas comuns do condomínio ou para as múltiplas unidades consumidoras. Tudo vai depender do acordo realizado internamente no condomínio.

Vale lembrar que o custo inicial de instalação pode parecer alto, porém, a longo ou médio prazo o valor gasto é compensado pela redução ou até mesmo o fim da conta de luz. Além disso, a energia solar contribui para um meio ambiente mais limpo e sustentável.