[Inclusão social: a prática além do discurso]

Colocar a inclusão social como parte dos valores da empresa tem sido um dos grandes desafios dos últimos tempos. É o que faz a RS Serviços, que trata a questão como um dos seus principais objetivos.

Tudo o que se tem falado sobre inclusão social ainda é pouco diante da importância do assunto para a sociedade. É algo cada vez mais urgente e que precisa fazer parte do dia a dia de todas as pessoas desde a infância.

Quando se fala em inclusão nas empresas, o debate vai além de inserir nos quadros funcionais pessoas com algum tipo de limitação ou deficiência.

Trata-se de uma questão cultural, abrangente, importante e complexa.

Na realidade estamos falando de como lidar com a diversidade. Uma característica cada vez mais latente no mercado de trabalho.

Construir um ambiente mais plural e representativo, investir numa mão de obra composta por pessoas diferentes em todos os sentidos não é uma tarefa fácil e muito menos atribuição apenas do RH.

Sem dúvida é algo que agrega mais competitividade, humanidade e traz novos valores para quem faz parte dessa trajetória.

 

Uma nova percepção sobre a inclusão social

A experiência da RS Serviços tem sido muito rica nesse contexto. Mesmo como uma empresa de terceirização, a empresa tem a inclusão social como um dos seus principais objetivos, desde a fundação. Adota práticas que vão além da composição dos próprios quadros de colaboradores.

No dia a dia,  procura mostrar aos  clientes que contratam seus serviços a importância do trabalho de inclusão social, propondo, sempre que possível, quebra de paradigmas e mudanças positivas  na cultura das empresas.

Thais Uchôa, Coordenadora de Treinamento e Desenvolvimento de Pessoas da RS conta que a empresa tem essa preocupação desde a sua fundação e trabalha com o propósito de criar e aprimorar uma política de oportunidades real e legítima para todas as pessoas.

“Como somos uma empresa de terceirização, quando se trata de atender aos clientes temos um cuidado ainda maior para adequar o perfil do profissional com limitações às necessidades da empresa contratante. Para algumas funções isso é bastante simples. Outras, nem tanto. Mas o importante é ter a percepção, o feeling para o aproveitamento dessas pessoas no mercado de trabalho. Os resultados são animadores. Sempre que possível oferecemos essa alternativa aos nossos clientes.”

 

Planejamento para contratação

Reconhecida no mercado como uma empresa de terceirização extremamente detalhista e rigorosa, a RS tem um foco especial no perfil psicológico, conduta ética e no comportamento dos candidatos.

“Isso dá muito mais segurança para quem contrata,” diz a coordenadora de Treinamento. “Por outro lado, a inserção de pessoas com deficiência física ou intelectual nas empresas exige um planejamento adequado da gestão e isso envolve alguns detalhes importantes, incluindo segurança e acessibilidade”.

Thais Uchôa ressalta que quando a RS propõe a contratação de um profissional com algum tipo de limitação, são analisados cuidadosamente os dois lados: as habilidades, competências e possibilidades reais que o candidato precisa ter para atender a uma determinada vaga, bem como o perfil e a cultura da empresa que está contratando.

“Deixamos claro aos clientes que não se trata apenas de cumprir a Lei das Cotas. E que as empresas precisam estar preparadas para lidar de forma positiva e verdadeira com as limitações das pessoas, dentro de uma perspectiva realista e humana.”

 

Movimento ascendente da inclusão social

A mobilização para a inclusão da pessoa com deficiência teve início nos anos 1990, motivada principalmente pela efetivação da Lei de Cotas em 1999.

No entanto, muitos especialistas relatam que as estratégias de maior sucesso na inclusão das pessoas com deficiência nas empresas são as que têm como fundamento a inibição de práticas discriminatórias e que criam condições para uma convivência produtiva.

Hoje, o mercado reconhece como empresas competentes e com visão de futuro as que entendem e trabalham questões ligadas à diversidade e a inclusão social  como forma de agregar valor e até de diferenciar seus produtos.

A literatura e a internet estão repletas de exemplos.

Nos dias de hoje, a empresa considerada inclusiva tem clareza sobre o que é de fato responsabilidade social corporativa e cria condições adequadas para o trabalho de pessoas com deficiência, independentemente do setor em que atue.

É capaz de fortalecer a sinergia em torno dos objetivos comuns, reforçar o espírito de equipe e tornar o ambiente mais leve e agradável para todos.

Utopia? Não, apenas mais um caminho a ser percorrido com determinação.

 

Ações externas e convivência

Uma das formas encontradas pela RS para derrubar barreiras e promover a inclusão social  dentro da própria empresa é apoiar instituições que atendem a esse público, como deficientes visuais e crianças com câncer que possam vir a ter algum tipo de deficiência intelectual ou física causada pela doença.

Mas não se trata apenas de apoio financeiro. A empresa promove ações para engajar diretamente seus colaboradores diretos com campanhas, visitas, contatos, informações e eventos.

“Ao promover constantemente a convivência e a interação do nosso pessoal com as instituições que apoiamos, estamos também rompendo barreiras e promovendo avanços importantes para inclusão social no nosso ambiente de trabalho, ” destaca a Coordenadora de Treinamentos da RS.

Tanto no dia a dia quanto nas atividades com as instituições em que em que todos participam, interagem e convivem de alguma maneira, a empresa deixa claro o que realmente significa dar oportunidade a um portador de deficiência, seja como trabalhador contratado ou um colaborador terceirizado.

“É criar todas as condições para que esse profissional seja reconhecido e se torne cada vez mais produtivo tanto para a empresa quanto para a sociedade,” conclui.