[Limpeza e desinfecção de hospitais requerem profissionais preparados]

Grau e frequência da higienização obedecem parâmetros rigorosos que garantem proteção de pacientes e funcionários.

Ambientes hospitalares estão sujeitos a infecções, viroses e bactérias. Justamente por isso, é de extrema importância a limpeza eficiente e constante desses espaços, observando padrões internacionalmente aprovados e recomendados pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e outros que sejam aprovados na localidade em que se encontra a unidade. O período histórico que vivemos, de pandemia e proliferação de doenças com comprometimento da capacidade respiratória exige ainda mais atenção e cuidado por parte da administração dos hospitais.

Embora não seja regra, as equipes de limpeza nos hospitais geralmente são terceirizadas e especializadas nesse tipo de serviço que compreende a limpeza e desinfecção frequentes de forma a manter as diferentes áreas do hospital protegidas da circulação de bactérias e eventuais agentes infectantes.  

Há diversas especificidades no que diz respeito a limpeza e desinfeção de hospitais. Identificar quais são e atuar de acordo com elas é o primeiro elemento desse trabalho. Os locais críticos são aqueles com maior número de pacientes em estado grave e com a imunidade comprometida, como Centro Cirúrgico e UTI. Nesses ambientes, a limpeza precisa ser executada de modo ainda mais rigoroso e constante.

Já os locais semicríticos são onde se encontram pacientes internados, como quartos e enfermarias. A última categoria corresponde aos locais não críticos, como administração, recepção e todos aqueles que não concentram pacientes.

Há diferentes tipos de limpeza em um ambiente hospitalar. Dentre os quais estão os seguintes:

·         Concorrente: Feita todos os dias nas diversas áreas do hospital com alto índice de contato como móveis, pisos, cômodos, equipamentos hospitalares, maçanetas, elevadores, banheiros, etc. Em tempos de Covid, essa desinfecção deve ser feita com uma frequência ainda maior. Bem como a coleta de resíduos.

·         Imediata: Feita sempre que necessária quando do surgimento de emergências ou liberação de secreções

·         Terminal: Ela é realizada de tempos em tempos para garantir a limpeza e conservação de acordo com o nível de criticidade da área. É mais profunda e abrange toda a parte de teto, parede, piso e mobiliário. A limpeza terminal acontece sempre que ocorre a alta de um paciente ou quando ele sai do espaço que estava ocupando.

Os profissionais de limpeza devem estar sempre usando os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) corretamente e os produtos utilizados devem ser armazenados em um espaço adequado e de acesso facilitado. Além disso, é de extrema importância o treinamento dos profissionais que atuam nessa frente, para que não haja nenhuma lacuna nos procedimentos, que são tão importantes para manter o bom funcionamento dos hospitais.