[Limpeza em condomínios: pandemia exige novos procedimentos]

Se existe algo de positivo que a pandemia trouxe para a humanidade certamente são os cuidados com a higiene e limpeza. Nos condomínios, onde a preocupação já existia, o assunto ganha novas dimensões e regras.

Apesar do impacto, das dificuldades e dos inúmeros transtornos, a pandemia trouxe mudanças positivas que passarão a fazer parte da vida das pessoas indistintamente. É o caso dos cuidados com a higiene, limpeza e desinfecção em todos os níveis.

Todo o planeta foi obrigado a rever os critérios e hábitos em suas casas, locais de trabalho, condomínios, fábricas, comércios, transportes, espaços públicos e tantos outros.

Nos condomínios residenciais e comerciais, por exemplo, se antes a preocupação era intensa, agora é redobrada e passou a ser questão efetiva de saúde pública.

Mas o que deve ser feito e com que frequência? Quais são as praticas mais indicadas? Como orientar – e valorizar – o trabalho dos profissionais de higiene e limpeza, agora mais essenciais do que nunca?

Reunimos a seguir alguns procedimentos com base nas orientações de infectologistas, sanitaristas, administradoras e outros especialistas, do Brasil e do exterior, para nos orientar a respeito desses cuidados.

Mesmo quando o serviço de conservação e limpeza do condomínio esta a cargo de uma empresa terceirizada, nesse momento, estreitar relações de parceria com ela e seus funcionários é fundamental.

Veja a seguir os procedimentos recomendados para os condomínios.

 

1 – Definição das áreas de risco

Pelas características de contágio da COVID-19, definir áreas de maior risco de disseminação é o mais importante.

Nesse caso, a atenção recai sobre espaços confinados, nos quais as pessoas possam ter contato direto umas com as outras. Elevadores, salas de reunião e balcões são alguns dos locais que devem ser controlados de perto.

 

2 – Alterações de Rotina

Em linhas gerais, a limpeza de qualquer condomínio é similar a que fazemos nas residências. A maior diferença no caso são as escadas.

Assim, há espaços, equipamentos e instalações em condomínios que exigem limpeza mais constante. Em casa, por exemplo, o piso demanda atenção diária e em condomínios não é diferente.

 

3 – Limpeza e desinfecção de áreas comuns

A regularidade da limpeza nas áreas comuns deve ser reforçada e os prestadores de serviço precisam cumprir todas as recomendações em vigor (como o uso de luvas descartáveis e resistentes aos desinfetantes, máscara comum, detergentes de uso doméstico e desinfetantes apropriados).

Mas a questão agora não se resume a simples desses equipamentos aos funcionários. É ensiná– los a usar corretamente e fiscalizar o procedimento.

Uma atenção especial precisa ser dada à limpeza de superfícies de toque frequente, como os corrimões, botões dos elevadores, maçanetas das portas, interruptores de luz, caixas de correio e intercomunicadores.

Sempre que possível, a área das escadas deve receber ventilação natural, abrindo a porta de entrada ou janelas, se houver.

 

4 – Limpeza diária

Elevadores e banheiros precisam estar no centro das atenções. A limpeza precisa ser constante e, se necessário mais de uma vez por dia.

Isso porque, por serem espaços pequenos e confinados são os pontos mais críticos em relação à possibilidade de contágio e onde as pessoas ficam mais vulneráveis quanto ao risco.

O Hall de entrada também precisa ser limpo diariamente em função da circulação constante, assim os seus equipamentos a portaria.

Tanto nas áreas comuns como nas portarias, a limpeza de interfones, monitores e aparelhos telefônicos, interfones exigem uma dedicação muito especial.

Ainda que continuem interditados, os espaços para a prática esportiva e lazer como academias, vestiários e saunas precisam fazer parte da rotina diária de limpeza, pois sempre haverá risco enquanto o número de casos não diminuir.

 

5 – Limpezas semanais

Outra recomendação é que, no mínimo uma vez na semana, mesmo quando não estão sendo utilizado, como nesse momento, o condomínio deve fazer a limpeza completa de áreas a da limpeza de áreas como piscinas, quadras, playground, caixas de extintores e hidrantes, salão de jogos, salões de festa e gourmet, sauna, espaço pet, brinquedoteca, salão de jogos.

Além disso, é preciso higienizar completamente corredores dos andares, escadas; aparelhos de ar-condicionado, exaustores e ventiladores, não se esquecendo das áreas onde o lixo é armazenado para descarte.

 

6- Limpezas Quinzenais e mensais

Existem algumas áreas no condomínio que, embora não sejam críticas, exigem as rotinas de limpeza com uma frequência de, pelo menos, quinze dias.

É o caso de sala de máquinas, vidros nas áreas comuns e na portaria, limpeza de pisos externos com equipamento “lava jato”; aplicação de cera com enceradeira em pisos internos; limpeza de maçanetas e portas (muito importante), higienização das partes internas das esquadrias, paredes em áreas comuns.

Recomenda-se ainda que ao menos uma vez ao mês seja feita a lavagem nas escadarias, nas janelas externas, garagem, grades e portões, venezianas.

 

Produtos e Materiais indicados 

De acordo com infectologistas, o álcool gel com concentração de 70% e a água com sabão são as melhores formas de higienizar as mãos e evitar a contaminação. E nas mãos, a limpeza precisa ser imediata.

Além desses, podem ser usados produtos de limpeza com cloro e até mesmo o álcool líquido, com porcentagem menor.

Na limpeza podem (e devem) ser utilizados:
– Desinfetantes em geral
– Limpadores multiuso com cloro
– Limpadores multiuso com álcool
– Álcool de limpeza (líquido)
– Detergente
– Sabão
– agua sanitária

Justamente por estar envolto por uma camada gordurosa, estima-se que o vírus não sobreviva por muito tempo fora do corpo humano.

Mas um estudo da Universidade de Princeton (EUA), mostra que o coronavírus pode sobreviver por até 72 horas em materiais como plástico e metal inoxidável. Em papelão, pode durar 24 horas.