[Profissionais de higiene e limpeza são mais valorizados na pandemia]

No desafio do combate ao coronavírus, empresas priorizam limpeza feita por profissionais treinados e atualizados constantemente.

Antes mesmo da pandemia acontecer, o setor de limpeza profissional já apresentava um crescimento significativo no mercado brasileiro. Desde 2012 chegou a alcançar patamares de crescimento da ordem de 25% ao ano e manteve o ritmo, segundo a ABRALIMP – Associação Brasileira de Limpeza.

O avanço demonstra a preocupação de empresas, indústrias, comércios, escritórios e até residências com a questão da qualidade da higienização dos locais onde trabalhamos e convivemos.

Com a gravidade da crise causada pelo Covid-19, cuidar da higiene e limpeza com a máxima seriedade e profissionalismo passou a ser uma questão de sobrevivência.

Equipes compostas por profissionais até então anônimos, tem agora sobre si os holofotes da responsabilidade pelo coletivo, já que estão na linha de frente do combate ao vírus, especialmente quando atuam em áreas de grande circulação de pessoas.

Novos EPIs, (equipamentos de proteção individual), rotinas de trabalho com normas mais rígidas, distanciamento social, ajustes na arquitetura dos ambientes, tudo mudou e assim deverá permanecer por muito tempo.

 

Informação, treinamento e capacitação.

Adequar a nova realidade à rotina de trabalho daqueles que vão proteger a saúde de todos tornou-se inadiável.

E ter nessa missão o pessoal treinado e qualificado passou a ser pré-requisito não apenas para superar os desafios – que não são poucos – como para manter o negócio competitivo.

Entre outros fatores, o treinamento contínuo e a capacitação, especialmente quando é feita “in loco” e com supervisão sistematizada, dá aos colaboradores certificações que conferem mais responsabilidade com relação ao serviço.

Assim, uma equipe profissional é capaz de limpar o ambiente com muito mais eficiência, pois já sabe onde encontrar e como eliminar sujeira e contaminações.

Além disso, a aplicação correta das técnicas, dos produtos e dos equipamentos durante a execução das tarefas economiza recursos e evita desperdícios de material.

 

Treinar e proteger

Em tempos de pandemia, o serviço de limpeza é essencialmente uma via de mão dupla, em que empresas e colaboradores precisam estar empenhados para garantir proteção individual e coletiva.

Mas é de responsabilidade de cada empresa oferecer a infraestrutura para que o trabalho seja feito corretamente, sem prejudicar o bem-estar do colaborador.

Não basta exigir as ações corretas de um profissional quando ele não tem estrutura física que o atenda. E não basta exigir um bom trabalho sem um treinamento que eduque e reforce o que é obrigatório no segmento, especial por conta do Covid-19.

 

A proteção de quem protege

Para garantir a segurança dos profissionais envolvidos no processo de higienização, é indispensável o uso de EPIs com certificado de aprovação emitido de acordo com a NR6 do Ministério do Trabalho.

A escolha dos equipamentos necessários depende do local a ser higienizado. A limpeza de ambientes comprovadamente contaminados ou com suspeita de contaminação requer o uso de materiais de proteção específicos como:

  • Botas ou sapatos fechados
  • Luvas de trabalho pesado
  • Máscaras

Outros EPIs importantes e que podem ser usados em boa parte dos casos são os propés descartáveis para proteção de calçados e touca ou macacão completo com touca produzidos de TNT ou polipropileno.

 

Máquinas e equipamentos

Durante a pandemia do novo cororavirus, máquinas e equipamentos para limpeza ganharam novas especificações. A principal  é que todos tenham um sistema lavável ou descartável.

Máquinas:

  • Aspiradores de pó e líquidos profissionais;
  • Enceradeiras e polidoras;
  • Lavadoras automáticas de piso.

Equipamentos

  • Balde com tampa para sistema pré-impregnado;
  • Baldes espremedores;
  • Borrifadores;
  • Cabos telescópicos;
  • Carrinhos;
  • Discos e escovas;
  • Escova lavatina;
  • Kit para limpeza de vidros;
  • Pá coletora com tampa ou sistema descartável;
  • Panos de limpeza descartáveis;
  • Rodos;
  • Sinalizador de área interditada;
  • Sistema Mop;
  • Suporte limpa-tudo e fibras.

 

Preparação e padronização dos processos

Antes de iniciar o serviço, os profissionais devem higienizar as mãos e colocar os EPIs necessários para as atividades, de acordo com o ambiente que irão higienizar. Todos os equipamentos e materiais utilizados no processo devem ser preparados previamente.

O processo de higienização precisa seguir uma sequência padronizada, com o uso de técnicas, produtos e equipamentos mais adequados. A recomendação é aumentar a frequência com que objetos e ambientes são limpos e desinfetados.

A limpeza deve seguir um sentido único, evitando a contaminação de áreas já limpas. Deve iniciar pela área menos suja, para em seguida limpar paredes, vidros, superfícies e outros objetos.

Para serem mais eficazes, os procedimentos devem seguir também uma sequencia lógica: limpeza seca, limpeza úmida, limpeza molhada.

O piso deve ser deixado por último. É importante utilizar cabos para manter distância das áreas de manuseio.

 

Pontos prioritários de limpeza e higienização

  • Aparelhos de telefone;
  • Bancadas;
  • Barras de apoio;
  • Botões de elevadores;
  • Cadeiras;
  • Controles remotos;
  • Corrimãos;
  • Fechaduras;
  • Interruptores;
  • Mesas;
  • Mobília em geral;
  • Mouses;
  • Teclados

 

Retirando EPIs e descarte de material

É preciso muito cuidado na retirada dos EPIs, após a conclusão do trabalho. As mãos precisam ser imediatamente higienizadas.

A empresa deve cuidar do correto recolhimento dos EPIs utilizados e descartar de maneira adequada aqueles que não podem ser reaproveitados.

Em relação aos equipamentos e máquinas, é preciso higienizá-los e cuidar do manuseio para evitar contaminação. O descarte de resíduos líquidos e sólidos como filtros de aspiradores de pó e a água da lavadora, deve ser feito em ambiente propício e com os EPIs necessários para proteger o profissional.